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SoluBio se expande no País e exterior com instalação de biofábricas nas fazendas

Atualizado: 30 de mai. de 2022

Com uma nova captação de recursos em vista, de R$ 250 milhões, a empresa pretende instalar

centros de distribuição de produtos no Paraguai e na Colômbia e uma fábrica piloto no 'Cinturão de

Grãos' dos Estados Unidos.


A goiana SoluBio, especializada em fornecer toda a estrutura necessária à instalação de fábricas de

bioinsumos em fazendas, se prepara para iniciar operações no exterior. No Brasil, o número de

biofábricas deve chegar a 400 no fim do ano – são 265 hoje – e o faturamento, a R$ 300 milhões, mais

que o triplo dos R$ 80 milhões de 2021. Com uma nova captação de recursos em vista, de R$ 250

milhões, a empresa pretende instalar centros de distribuição de produtos (equipamentos e

microrganismos) no Paraguai e na Colômbia e uma fábrica piloto no “Cinturão de Grãos” dos Estados

Unidos, conta Mauricio Schneider, diretor comercial da SoluBio. O dinheiro também viabilizará a

instalação de mais 200 biofábricas no Brasil em 2023.


Pragas e guerra impulsionam mercado

A SoluBio concluiu sua unidade de insumos em Jataí (GO), que deve gerar receita de R$ 1,5 bilhão a

médio prazo. A demanda está “muito grande”, diz Schneider, pela crescente resistência de pragas a

agroquímicos e a guerra na Ucrânia, “que acelerou a busca por alternativas”.


Proximidade e pesquisa fazem diferença

Desde a fundação, em 2016, a SoluBio investiu R$ 250 milhões, incluindo a fábrica de Jataí,

equipamentos e pesquisa. Tem 7 centros de distribuição no País e frota própria para garantir a

qualidade do material que chega às fazendas. “Produzir bioinsumo ‘on farm’ é coisa séria, precisa de

tecnologia e protocolos”, diz o executivo.


Todos querem

A demanda por serviços financeiros no agro está “bastante grande”, conta André Cury, responsável pela

área de Commercial Bank do Citi Brasil, focada em empresas que faturam de R$ 250 milhões a R$ 5

bilhões. Há procura não só por capital de giro como também para investimentos em quase todos os

setores. Em 2021, enquanto a carteira da divisão aumentou 22%, a do agro subiu mais de 30%. Para

2022, a expectativa é crescer 21%, com maior contribuição do agro.


Um olho aqui, outro lá

Cury segue firme no plano de atrair novas empresas para sua área e vem reforçando a equipe de

gerentes de relacionamento. Dos 55 atuais, 10 atendem o agro. Ao mesmo tempo, o banco deve

implementar um projeto-piloto este ano para começar a atender empresas com perfil global e

faturamento abaixo de R$ 500 milhões. “A lógica é atender essas companhias com potencial de

crescimento e acompanhá-las em sua jornada”, diz Cury.


No Brasil, número de biofábricas da SoluBio instaladas em fazendas deve chegar a 400 no fim do ano, ante 265 atualmente Foto: SoluBio



Mais caro

Usinas devem questionar na Justiça alguns pontos da Medida Provisória 1.118/2022, editada na quartafeira

pelo governo, conta Henrique Erbolato, sócio do Santos Neto Advogados. A MP desfaz a concessão

de crédito tributário para quem comprar combustíveis para uso próprio em 2022. “Na prática, é um

acréscimo de 9,25% sobre o valor do diesel para a usina”, diz. Ele afirma que duas usinas já procuraram

o escritório nos últimos dias.


Explora

A Águia Fertilizantes está otimista com seu projeto de produção de fosfato natural em Lavras do Sul

(RS). A mineradora tem direito de explorar o depósito de fosfato na região e aguarda licença de instalação para a planta de processamento. A expectativa é iniciar as obras em cerca de quatro meses e

operar em meados do último trimestre de 2023, adianta Fernando Tallarico, o CEO. “Já investimos R$

80 milhões no projeto e outros R$ 30 milhões serão aportados para construção da fábrica.”


Demanda

A Águia prevê participação no mercado gaúcho de 10% a 12%, atendendo diretamente produtores do

Estado, especialmente de soja, arroz, milho e trigo. “Já temos acordo de distribuição com cooperativa

do Estado”, conta o CEO. A empresa, listada na Bolsa de Valores de Sydney, projeta potencial de

faturamento da planta de cerca de R$ 73,6 milhões por ano em capacidade plena de produção, de 300

mil toneladas/ano. Tallarico diz que o fosfato natural é menos beneficiado que o convencional e sem

química.


BB quer fatia maior de equalização no Plano Safra

O Banco do Brasil quer mais da metade dos R$ 21,8 bilhões pedidos pelo agronegócio ao governo para

subvenção das taxas de juros do próximo Plano Safra – no ciclo atual, o BB teve cerca de 50% dessa

verba, de R$ 13 bilhões. Renato Naegele, vice-presidente de Agronegócios, diz que pretende reduzir

spreads cobrados do governo em cinco linhas subsidiadas.


Frio tira bois do pasto e preço da arroba deve cair

A onda de frio serviu para aumentar a oferta de boiadas prontas para abate e, por isso, se espera para

esta semana nova queda de preços da arroba. A lentidão no consumo doméstico de carne é outro fator

de pressão, além das compras menores da proteína vermelha pelo principal cliente do País, a China.


Fonte: larice Couto, Isadora Duarte, Augusto Decker e Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2022 | 04h00


Matéria original: https://economia.estadao.com.br/noticias/agronegocios,coluna-do-broadcast-agro-solubio,70004073154?utm_source=estadao:whatsapp&utm_medium=link

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